terça-feira, 13 de setembro de 2016

Desculpe o transtorno, preciso falar dela!

Amiga de uma grande amiga. Essa frase pode parecer comum, se você imaginar mais uma daqueles encontros arranjados. Mas o encontro em questão foi com o amor da minha vida – e ao vê-la pela primeira vez, um dia antes de nos encontrarmos, eu já sabia disso. Ela estava terminando Direito. E eu no quarto ano de medicina, véspera de prova, dezesseis horas estudando sem parar. Era só uma última revisão na biblioteca. Ela estava lá. Caminhando pela faculdade. Os cabelos sempre negros e longos. Seu andar suave. Não consegui olhar seu rosto. Mas foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho.
O dia seguinte chegou e, junto dele, ela. Com o sorriso mais lindo que eu já vi em toda minha vida. Fomos num mexicano. Mal comemos, a escolha do prato não foi muito apropriada para uma intolerante como ela. Mas bebemos muito e sorrimos atoa. No caminho de volta pra casa, ela quase invade a praia com o carro, só pra impressionar. Ela e essa mania! Nunca vou me esquecer: a música era "End of Time", da Beyoncé. Ela dançando, jogando o cabelo de um lado para o outro, e em cada gesto eu me apaixonando ainda mais.
Passamos algumas madrugadas conversando no WhatsApp. Começamos a namorar em duas semanas, quando ela tinha 22 e eu 21, mas parecia que a vida começava ali. Após uma tarde inteira ao meu lado, me esperando estudar, e um cuidado demasiado no final da noite. E foi sempre assim nossa relação, estudávamos juntas, mesmo fazendo cursos distintos, mesmo sem ter nada pra estudar. Estávamos sempre uma ao lado da outra. Vimos muitas séries. Muitos filmes. A maioria bem antigos, os que ela mais gostava. Conhecemos praias que para nós, eram nossas, nos pertenciam. Eu fazia o jantar, ela abria o vinho.
Das dez músicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três descobrimos juntas. Aprendi a ser mais gentil, a me importar mais com todos que me cercam. Adotamos um cachorro, e foi ali que ela me ensinou o verdadeiro amor. Ele é uma parte nossa e uma parte dela que levarei sempre comigo.
Um dia, terminamos. E não foi fácil. Choramos mais que no final de "A vida é bela". Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: e ela? Parece que, pra sempre, ela vai fazer falta. Se ao menos a gente tivesse tido a nossa Duda, eu penso. Levaria pra sempre ela comigo.
Essa semana, pela primeira vez, vi o filme que a gente ficou de assistir juntas —não por acaso uma história de amor. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na vida. E de ter esse amor eternizado em tantos poemas, versos e textos. Não falta nada.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

CORAGEM



Depois de tanto lutar
Depois de quase desistir
Minha mente e corpo cansados
Sem medo de perder
Voltam a viver e ver
Lutei contra tudo
Insisti na dor
Fugi de mim e me perdi
Descobri que é possível viver só
Hoje sem medo de te perder
Volto pra você,

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

PONTO FINAL



O que era puro já não é
A verdade se tornou mentira
O amor virou dor
Os sorrisos são angústias
Os suspiros sufocam
A felicidade não tem lugar
As lágrimas escorrem ao olhar
Sua presença já não é paz
Além da minha, carrego
Toda dor que você traz
O peso dos meus dias
Já me impedem de seguir
Falta vontade, motivo e objetivo
Nada mais faz sentido
Pôr um ponto final
É a única solução 
Pra pôr fim a vida
Do meu coração.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

SUICIDA




Nunca entendi os suicidas 
Corajosos ou fracos
Fracos por não conseguirem 
Viver com uma grande perda
Uma dor profunda
Uma eterna escuridão
Onde não há luz
Não há saída 
Não há mais motivos
Para seguir em frente
Corajosos por decidirem 
Por fim às suas vidas
Por fim às suas dores
Seus conflitos 
Por serem mestres da sua vida
E escolherem seu próprio destino.