terça-feira, 1 de dezembro de 2015

SINGULAR


Seguir a vida sem você. Que tarefa difícil, não? Uns dirão: para de bobeira, você ainda terá muitos amores nessa vida. Outros: segura a barra, uma hora vai passar. Mas meu coração não consegue uma trégua com a razão. Uma luta constante. E oscila entre dias de extrema felicidade e dias no chão, de profunda tristeza. Essa parte ninguém ensina. Podiam criar um curso: como lidar com o amor que insiste em ficar. Só quem já fez sexo e amou, ao mesmo tempo, na mesma cama, com a mesma pessoa, sabe do que eu estou falando. Gabito que me desculpe, mas esse trecho tive que plagiar. Não há ensaios para o amor. É uma aposta, você tem a opção de arriscar ou assistir de fora. Poucos têm coragem suficiente para se entregar e arriscar amar. Ganhar o prêmio talvez seja a tarefa mais fácil, difícil mesmo é mantê-lo e lutar, viver e se esforçar ao máximo para nunca perdê-lo. Caso a perda seja inevitável, eis a tarefa mais difícil: acabar com todo amor dedicado, cultivado, que foi entregue da maneira mais pura a quem você confiou seu coração. Esquecer castelos, anéis, cachorro, filhos, viagens... Esquecer todos os planos e sonhos em par e viver no singular. 

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